domingo, 14 de dezembro de 2014



 
 
Sequência Didática              “A festa no céu”


 Roda de história

Bloco de conteúdo: Linguagem Oral e escrita

Conteúdo: Contação de história

Objetivo:

ü  Incentivar as crianças na expectativa de aprender a ler;

ü  Desenvolver a capacidade de comparação entre o mundo da fantasia e o mundo real;

ü  Trabalhar a oralidade;

ü  Adquirir o gosto pela leitura;

ü  Ampliar o repertório de histórias;

ü  Ampliar o vocabulário;

ü  Incentivar o gosto pela leitura de forma lúdica

Recursos Didáticos: Livro A festa no céu (Angela Lago) Editora Melhoramentos/32°edição, papel seda para recorte, lápis de cor, sulfite, figura

Turma: 1°ano / alfabetização

Tempo estimado: 1 semana – ano todo

 1°dia: Contextualizando

Com a turma sentada em roda, a professora conta, com naturalidade, entonação, gestos e emoção, a história do livro A festa no céu. A cada página contada, mostra as figuras para a classe. Após o término da leitura, a professora poderá questionar com os alunos os fatos marcantes da história a fim de interpretá-la.

ü  Onde se passa a história?

No livro não diz, com clareza, onde se passa a história, portanto a professora deve conduzir os alunos de forma que eles venham a perceber que o cenário poderia ser: na floresta, na mata, num quintal.....deixar a imaginação fluir!

ü  Quem são os personagens principais?

A tartaruga, o urubu-rei, pássaros.....As crianças não costumam se prender a um ou dois personagens. Ao visualizarem as imagens do livro, poderão surgir outros bichos como jacaré, pavão, tucanos, cachorro, gato, papagaio, etc.

ü  O que a tartaruga queria?

Ir á festa no céu......diante dessa resposta a professora já indaga o alunos sobre o motivo pelo qual a tartaruga não poderia ir à festa.

As respostas costumam ser as mais imprevisíveis......”porque ela não sabia voar”.....”porque ela não tem asas”.....ou ainda: “ mas ela podia ir de avião....”

A professora deve estar preparada para conduzir esse debate de maneira que as crianças participem de forma efetiva no processo, mediando toda a conversa e propiciando que todos possam interagir na construção do conhecimento.

ü  Qual foi a estratégia que a tartaruga arranjou para conseguir ir à tão sonhada festa?

Disse que ia andando na frente porque andava muito devagar e que os encontraria lá

ü  Ela conseguiu ir à festa? Como?

Siiiiiim......dentro do violão do urubu!!!

Então, ao chegar lá, (na festa) a tartaruga saiu do violão sem que ninguém percebesse e se divertiu a valer, ao raiar do dia entrou outra vez para poder vir embora.

ü  Porque o urubu só percebeu a presença da tartaruga em seu violão na volta?

Porque ela começou a cantar

ü  Então o que fez o urubu?

Jogou a tartaruga lá do alto e ela espatifou o casco no chão.

 

 
2°dia     Reconto feito pelos alunos

Mais uma vez, em roda, faremos o reconto da história “ A festa no céu”

Desta vez, quem conta são as crianças...

Com o livro na mão, a professora inicia com a seguinte pergunta:

ü  Quem lembra da história de ontem, A festa no céu??

Na sequência pergunta se alguma criança gostaria de “ler” a história para os amigos. Então passa o livro para a criança que se dispuser a fazer a leitura.

Já que a criança ainda não sabe ler, fará o reconto pela leitura das imagens do livro. Esse é o momento em que a criança adquire autonomia, pois conta a história da forma que a compreendeu.

Após esse momento do reconto, ainda na roda, o livro será passado de mão em mão para que todos tenham contato físico e visual com a história lida.

Essa parte da sequência é extremamente importante para dar continuidade ao processo, pois é nesse momento que TODOS participam, cada um à sua maneira:

ü  Alguns vão querer visualizar as imagens com o amigo do lado

ü  Outros, mais tímidos, vão querer ver sozinho

ü  Uns verão com o amigo e depois ver sozinho.....etc

O importante é que todos participem.

 

3°dia  Reconto feito através das imagens do livro e mediado pelo professor

No terceiro dia, a roda já é quase que “automática”. Quando a professora disser “roda de história” as crianças se colocarão a postos para mais uma fase da sequência.

Mediados pela professora, que dará início à história, os alunos irão recontar, página a página os fatos que ocorrem na história, através da visualização das imagens.

A professora poderá intervir ( e até fazer questionamentos) a todo o momento para conduzí-los nesse reconto. Alguns poderão ter a história quase que decorada e isso fará com que a turma toda chegue ao final da história com êxito e o mais fielmente possível.

 

4°dia    Personagem principal

O início dessa atividade será da seguinte forma: a professora relembrará rapidamente com as crianças, os fatos mais importantes da história e perguntará a eles qual o personagem principal da história, isto é, qual é o personagem que mais aparece na história.

A professora explicará aos alunos que personagem principal é o mesmo que protagonista, isto é, aquele que mais aparece na história.

Exemplo: Quem assistiu ao filme Carros? Quem é o protagonista do filme Carros? É o Relâmpago McQueen, logo o Relâmpago McQueen é o personagem principal, isto é, a história gira em torno dele, ele é o personagem que mais aparece no filme.

Poderá citar mais exemplos para que os alunos compreendam o significado de personagem principal.

Voltando à Festa no Céu, qual o personagem principal do texto???

A tartaruga.

Os alunos receberão uma imagem da personagem principal do texto para colorir e remendar o casco que ela quebrou ao cair lá do céu com pedacinhos de papel colados da forma que preferirem: círculos, quadrados, etc., a critério de cada um. Vale a imaginação.
 


 



 

5°dia     Jogo Simbólico / Dramatização

O grupo de alunos, agora familiarizado com o texto, fará uma pequena dramatização da história.

A bicharada será formada por todo o grupo. É claro que não há personagens nem falas para todos, mas todos participarão de alguma forma.

Uma criança mais desinibida será a tartaruga.

Outro, o urubu.

Os outros serão pássaros, árvore, jacaré, tamanduá, formiga, macaco....e o que mais a imaginação permitir.

Havendo necessidade e, disponibilidade por parte das crianças, a história poderá ser narrada várias vezes.....poderão surgir novos diálogos, novos personagens, etc.

Poderemos organizar o espaço para que os alunos andem ou “voem” na história, podemos gravar um vídeo para que eles mesmos assistam depois.

 

Avaliação:

A avaliação será realizada durante todo o processo, uma vez que cada aluno tem seu tempo de aprendizagem. Uns acabam se destacando mais, mas nem por isso, aquele mais quietinho não tenha aprendido.

O procedimento de avaliação permite que o professor reflita sobre sua prática e, caso perceba que os alunos estão tendo dificuldades de compreensão nas atividades, estas deverão ser adaptadas de acordo com a necessidade da turma.

sábado, 26 de julho de 2014

Prática educativa 
Agosto - Mês do Folclore
Conteúdo: Folclore/ Brinquedos ou brincadeiras populares
Objetivo: Resgate da cultura popular brasileira, produção de texto instrucional e socialização
Metodologia: Em grupo, as crianças foram designadas à preparar um brinquedo ou brincadeira popular para apresentar para a classe e confeccionar um manual de instruções sobre “como fazer coisas” utilizando linguagem instrucional de fácil entendimento para ser distribuído para crianças da 1º série a fim de que possam construir elas mesmas os brinquedos.
Avaliação: A avaliação dessa atividade vai desde a criação da brincadeira ou brinquedo até o resultado final. A professora, por meio dessa atividade, pode avaliar a criatividade dos alunos ao escolher o brinquedo, o capricho e clareza na hora de explicar a confecção do mesmo e ainda avaliar o processo de escrita do manual observando a caligrafia, o desenvolvimento do texto, a objetividade das instruções e a interação dos alunos com a classe em cada etapa do trabalho.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A importância da brincadeira na Educação Infantil


O presente artigo tem como objetivo buscar compreender a brincadeira na Educação Infantil como proposta pedagógica, visto que os professores afirmam não ter conhecimento teórico para embasar sua prática de forma lúdica no ambiente escolar.

Este tema se justifica pois a pesquisa tem como ponto de partida o brincar como uma necessidade da criança para que seu desenvolvimento social e cognitivo seja plenamente alcançado.

É através da brincadeira que a criança manifesta e vivencia possibilidades, limitações e conflitos.

A brincadeira é essencial para a saúde física e mental da criança, além de fazer parte da formação educativa do indivíduo, favorecendo o bem-estar da vida familiar e comunitária.

Quando a criança é privada de brincar e de vivenciar o lúdico na Educação Infantil, isso poderá comprometer o seu desenvolvimento saudável, ocasionando consequências na vida escolar e na forma como aprende.

Portanto faz-se necessário a elaboração de uma nova proposta curricular condizente com as especificidades da criança pequena que necessita de um olhar voltado para o desenvolvimento de suas funções psicológicas, intelectuais e cognitivas.  Objetivos claramente alcançados através do lúdico e da brincadeira.