terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A importância da brincadeira na Educação Infantil


O presente artigo tem como objetivo buscar compreender a brincadeira na Educação Infantil como proposta pedagógica, visto que os professores afirmam não ter conhecimento teórico para embasar sua prática de forma lúdica no ambiente escolar.

Este tema se justifica pois a pesquisa tem como ponto de partida o brincar como uma necessidade da criança para que seu desenvolvimento social e cognitivo seja plenamente alcançado.

É através da brincadeira que a criança manifesta e vivencia possibilidades, limitações e conflitos.

A brincadeira é essencial para a saúde física e mental da criança, além de fazer parte da formação educativa do indivíduo, favorecendo o bem-estar da vida familiar e comunitária.

Quando a criança é privada de brincar e de vivenciar o lúdico na Educação Infantil, isso poderá comprometer o seu desenvolvimento saudável, ocasionando consequências na vida escolar e na forma como aprende.

Portanto faz-se necessário a elaboração de uma nova proposta curricular condizente com as especificidades da criança pequena que necessita de um olhar voltado para o desenvolvimento de suas funções psicológicas, intelectuais e cognitivas.  Objetivos claramente alcançados através do lúdico e da brincadeira.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Teoria do Reforço e Punição


Um pouco de Psicologia sempre ajuda....
 
Burrhus Frederic Skinner foi um dos maiores defensores do behaviorismo e um grande expoente da psicologia experimental.

O pensador norte-americano, autor e psicólogo que viveu entre 1904 e 1990, teve como sua obra mais marcante o ‘behaviorismo radical ’ onde acreditava-se que para explicar o comportamento humano em todos os seus diferentes universos, seria necessário embasamento em evidências e não apenas em especulações.

Durante anos Skinner dedicou-se a atividades que envolviam experiências práticas com animais como pombos e ratos e era obcecado pela observação do comportamento animal e humano.

Considerado como um dos pais da psicologia comportamental, Frederic Skinner desenvolveu a teoria do Reforço, onde entendia-se que o comportamento das pessoas poderia ser influenciado e controlado através do reforço (recompensa).

Em sua teoria, Skinner concluía que ações do indivíduo com consequências positivas inclinavam-se a serem repetidas no futuro enquanto o comportamento punido seria eliminado.

Comportamento = Consequência

Quando a consequência é agradável, a frequência do comportamento aumenta (reforço)

Quando a consequência é desagradável, a frequência do comportamento diminui (punição)

Skinner classifica ainda os eventos reforçadores em positivo, quando há a apresentação de um estímulo, no acréscimo de alguma coisa à situação e negativo, quando da remoção de alguma coisa ou evento da situação.

Em ambos, o efeito do reforço é o mesmo, isto é, a possibilidade da resposta é aumentada.
 


"Poderíamos solucionar muitos dos problemas de delinquência e criminalidade, se pudéssemos mudar o meio em que foram criados os transgressores pois a tarefa da educação é desenvolver um repertório de comportamentos que sejam eventualmente reforçados na vida diária e profissional do graduado" ( frase e pensamento de Skinner)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Situações práticas de inclusão digital e Educação



Não por acaso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, aponta para a necessidade da "alfabetização digital".

Em 1999, o MEC divulgou através do censo escolar que apenas 3,5% das escolas públicas tinham acesso à internet naquele ano.

Esse quadro vem se modificando nos últimos anos, mas ainda é possível dizer que mais da metade dos alunos de escola pública ainda não tem acesso à Informática na escola e, muito menos em casa.

Segundo a pesquisadora Neide de Aquino Noffs da PUC de São Paulo, não se pode falar em inclusão digital apenas instalando computadores nas escolas, antes é necessário capacitar os professores para utilizar a ferramenta adequadamente, em favor de uma educação inclusiva e satisfatória. Além disso, é preciso que o laboratório de Informática esteja permanentemente aberto a toda comunidade e com um profissional responsável que assuma essa "alfabetização digital".

A Prefeitura de São Paulo criou o Programa de Inclusão Digital Telecentros, no qual a comunidade pode frequentar o laboratório de Informática todos os dias. Os usuários podem usar as máquinas para navegar na Internet, elaborar currículos, fazer trabalhos escolares e o Telecentro ainda oferece cursos e oficinas de capacitação.Trabalhei no projeto durante seis meses e, antes de iniciar meu trabalho, passei por um curso extensivo para aprender o conteúdo.

Nas escolas, a situação é um pouco mais complicada. O laboratório geralmente fica fechado e só pode ser utilizado em horários pré-estabelecidos. O professor que "gere" o laboratório, não é um profissional que estudou Informática e sim um professor da própria escola que foi escalado para cuidar da sala.

Alguns realmente se empenham em estudar para que a aula seja produtiva de verdade, outros apenas contentam-se em deixar os alunos brincarem, jogarem. A aula de Informática vira "hora do recreio" virtual.

Essa necessidade de se fazer a inclusão digital para aqueles que não têm acesso às tecnologias, tem sido apregoada aos quatro cantos do Brasil, porém a inclusão digital não se dá apenas com discursos e política.

A inclusão digital deve ser parte do processo de ensino-aprendizagem e, mais do que qualquer outra coisa, deve promover a educação continuada. A educação é um processo e a inclusão digital é elemento essencial nesse processo.

Outro aspecto a ser observado é que a inclusão digital esteja integrada aos conteúdos curriculares e isto requer uma reestruturação no projeto pedagógico e grade curricular das escolas e instituições de ensino.